Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a AIDS continua sendo uma preocupação para os brasileiros. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) divulgou que, só no Brasil, 15 mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV em 2015. O Programa também apontou um aumento de 18,5% das pessoas que vivem com a doença em apenas 5 anos no país.

Por isso, o Governo Federal considerou o último mês do ano como Dezembro Vermelho, para conscientizar sobre o combate à Aids. A campanha lembra a importância de se proteger contra a Aids, doença cuja data mundial de combate é lembrada no dia 1° de dezembro. A campanha é mundial e se tornou oficial no Brasil em 2017. O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e comprometimento na luta contra a Aids, foi criado em 1991, pela Visual Aids, em Nova York. A cor foi escolhida por causa da sua ligação com sangue e à ideia de paixão.

A doença:


A Aids (abreviação de Acquired Immune Deficiency Syndrome) é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico, conhecida também por “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida”, causada pelo HIV. Este vírus ataca as células de defesa do corpo humano, deixando o organismo mais vulnerável para doenças e infecções.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, ainda assim, podem transmitir o vírus a outras pessoas

Como o HIV, vírus causador da Aids, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas:

Sexo sem camisinha por vias vaginal, anal ou oral;

De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;

Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa;

Transfusão de sangue contaminado com o HIV;

Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Sintomas

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV (tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença). Esse período varia de três a seis semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida.

 

A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas isso não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4+ (glóbulos brancos do sistema imunológico) que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, procure uma unidade de saúde imediatamente, informe-se sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e faça o teste.

Formas de proteção

Evitar a doença não é difícil. Basta usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com outras pessoas. O preservativo está disponível na rede pública de saúde.

A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre.

Porém, o preservativo não deve ser uma opção somente para quem não se infectou com o HIV. Além de evitar a transmissão de outras doenças, que podem prejudicar ainda mais o sistema imunológico, ele previne contra a reinfecção pelo vírus causador da aids, o que pode agravar ainda mais a saúde da pessoa.

Guardar e manusear a camisinha é muito fácil. E atenção: nunca use duas camisinhas ao mesmo tempo. Aí sim, ela pode se romper ou estourar.

Exames

No Brasil, o Ministério da Saúde oferece gratuitamente exames para detectar a resposta do organismo ao vírus do HIV. Podem ser feitos em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em alguns hospitais. Primeiro é efetuado um teste ELISA. Caso o resultado seja positivo ou haja dúvidas, é feito o Western-blot, um exame mais eficaz na detecção. É importante lembrar que, como ambos os exames detectam a resposta imunológica ao vírus, é necessário esperar de 30 a 90 dias depois do contágio para o exame ser mais preciso.

 

Para mais informações, acesse o site do Portal da Saúde do Governo Federal ou procure o Centro de Referência em DST mais próximo.

4 thoughts on “Dezembro Vermelho: Campanha lembra a importância de se proteger contra a Aids

  1. João Evangelista says:

    Matéria Excelente!
    Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber se vocês elaboram projetos para operacionalização de um Hospital de médio porte?

    • Equipe Comunicação says:

      Obrigada João! Desculpa pela demora, mas elaboramos sim! Por favor passe um contato da pessoa ou do setor responsável para que nosso departamento de projeto possa entrar em contato!

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