A doença de Alzheimer é a demência mais comum que existe, uma doença crônica sem cura e com causas desconhecidas ainda pela ciência. Por se tratar de um tipo de demência, se comporta com perda das funções cognitivas do cérebro, apresentando perda de memória e afetando ainda a orientação atenção, linguagem e raciocínio lógico.
O primeiro sintoma, é a falta de memória, principalmente com fatos e aprendizados recentes; conforme a doença vai progredindo outros sintomas vão surgindo, como a mudanças no humor e na personalidade; problemas com a comunicação escrita e oral; dificuldades de orientação a respeito de locais, pessoas e fatos e até mesmo alterações visuais podem ocorrer.
A etiologia do Alzheimer ainda é desconhecida, mas algumas alterações cerebrais são notórias a produção anormal de proteína beta-amiloide e depositadas formando placas senis e a hiperfpsforilação (adição de um grupo de fostato a uma proteína ou molécula) da proteína tau, formando emaranhados neurofibrilares. Além dessas duas mudanças mais significativas, ainda ocorre a redução do número de neurônios e suas sinapses, reduzindo consequentemente o volume cerebral.
Ainda não existe um exame específico e simples para detectar a doença, dessa forma o diagnóstico é feito a partir de uma avaliação médica a partir do histórico familiar, exame neurológico, avaliação cognitiva e exames de imagem cerebral. Assim estabelecer o tipo demência se torna mais difícil, ao passo que seu diagnóstico na fase inicial é primordial para um tratamento adequado e uma qualidade de vida do paciente.

No que tange o tratamento de Alzheimer, atualmente ainda não existe métodos desenvolvidos que impeçam ou diminuam o desenvolvimento da doença, medicamentos são usados para aliviar temporariamente os sintomas e são baseados no aumento dos neurotransmissores no cérebro. Porém tratamentos comportamentais, não farmacológicos são fundamentais para melhoria da qualidade de vida tanto dos pacientes quanto de seus familiares e cuidadores.

A doença de Alzheimer acomete em sua maioria indivíduos com 60 anos ou mais, mas algumas medidas podem ser adotadas desde cedo para sua prevenção:

Estimular o cérebro: manter o cérebro ativo, aprendendo sempre algo novo, exercitar a leitura, estudar e conviver com pessoas de diferentes personalidades ajudam os neurônios a estabelecerem mais conexões entre si.

Atividade física: a prática de 30 minutos, de três a cinco vezes por semana ajuda na prevenção, devido a neurotrofinas liberadas que ajudam na memória do indivíduo.

Alimentação Balanceada: além de uma dieta equilibrada, comer alimentos ricos em ômega 3 (cereais, peixe e azeite) ajuda a reduzir o risco do declínio cognitivo. Os alimentos que contém antioxidante também devem ser incluídos na alimentação, pois combatem os radicais livres prevenindo o envelhecimento das células.

Hipertensão e Diabetes: sabe-se que essas duas patologias crônicas estão associadas ao risco de desenvolvimento de demências, e são doenças prevalentes para pessoas com mais de 60 anos, dessa forma medidas para sua prevenção e controle devem ser adotadas.

Vitamina D: indivíduos que não recebem quantidade suficientes desta vitamina tendem a apresentar um risco maior para demência. Exposição ao sol em horários adequados ou a suplementação se torna necessário para suprir a carência desse nutriente.

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