O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. Pelo segundo ano consecutivo a campanha Julho Verde, procura a conscientização desse tipo de câncer que atinge boca, língua, palato duro e mole, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais. Esse ano o movimento tem como tema o “Boca a Boca”, considerando a boca um dos alvos da doença e dela deve sair a mensagem de alerta sobre a importância do tema abordado e sua prevenção.

 

Estima-se que em 2018, 40 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença no país, dessa forma existe a importância de chamar a atenção da população sobre o valor do diagnóstico precoce e tratamento adequado, já que as sequelas desse tipo de câncer diminuem significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

 

Além da predisposição genética, o consumo de álcool e cigarro são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença; sendo que o uso combinado dessas duas substâncias aumenta em até 20 vezes a chances de desenvolver um tumor. Nos últimos anos, observa-se que a incidência do papilomavírus (HPV) tem contribuído para a incidência do câncer de cabeça e pescoço, principalmente o câncer de faringe; uma das formas de contagio por essa infecção é a prática do sexo oral e pessoas com múltiplos parceiros sexuais.

 

A maioria dos casos de tumores é derivados de fatores externos e por esse motivo a doença e sua forma de prevenção deve ser altamente divulgada; e segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) o câncer de boca, laringe e demais sítios é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireoide, sendo este tipo de câncer em questão, o quinto mais comum entre elas.

 

Os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início da doença, assim o diagnóstico precoce é fundamental para garantir a cura. Com o desenvolvimento da doença, alguns sinais e sintomas podem aparecer, como manchas brancas na boca, dor local, lesões com sangramento ou cicatrização demorada, nódulos no pescoço, mudança na voz, rouquidão e dificuldade para deglutir.

 

A conscientização sobre os fatores de risco e sua prevenção é a melhor forma para redução dos casos da doença e aumento da possibilidade de cura; a educação em saúde para a população sobre o autoexame, por exemplo, permite que o indivíduo identifique se existe ferida na boca sem cicatrizar há mais de duas semanas ou inchaços no pescoço.

 

Além das terapias tradicionais, nos últimos anos, algumas drogas promissoras têm conseguido melhorar o prognóstico dos pacientes, com uma ação mais eficiente e menos agressiva ao organismo, como as imunoterapias e terapias-alvo. A conscientização sobre esse tipo de câncer, sua forma de prevenção e suporte ao maior acesso de tratamento é o maior objetivo da campanha.

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