Leucemia é uma doença que afeta os glóbulos brancos (leucócitos), e sua principal característica é o acumulo de células anormais na medula óssea, substituindo as células saudáveis.

Mas o que é Medula Óssea? Trata-se do local de fabricação das células sanguíneas, como plaquetas, glóbulos brancos (leucócitos) e  glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos). Na leucemia as células sanguíneas mesmo sem terem atingido a maturidade, sofrem mutação genética e se tornam células cancerosas, que não funcionam de forma adequada, multiplicam mais rápido e vivem mais tempo no organismo. Assim, as células sanguíneas saudáveis vão sendo substituídas por células cancerosas.

Em grande maioria os pacientes que desenvolvem leucemia não apresentam nenhum fator de risco especifico e conhecido que possa ser modificado, essa é a grande dificuldade da prevenção da doença.

A causa ainda é desconhecida, porém existe alguns fatores de risco para o seu desenvolvimento, como o tabagismo, que aumenta o risco para a leucemia do tipo mielóide aguda, além de outras doenças como câncer de pulmão, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Pacientes que já se submeteram a tratamentos anteriores para câncer, quimioterapia e radiação, têm risco aumentado para desenvolver alguns tipos de leucemias.

Outros fatores como distúrbios genéticos, a exemplo da síndrome de Down, e a exposição a certos produtos químicos, como o benzeno, encontrado na gasolina, estão relacionados a pacientes que desenvolveram esse tipo de câncer.

Devido a própria fisiologia da doença, o acúmulo de células anormais na medula óssea leva e a diminuição das células vermelhas saudáveis e consequentemente leva a anemia, patologia em que o paciente sente fadiga, palpitação, falta de ar e dor de cabeça. Já a redução dos glóbulos brancos leva a baixa imunidade, e o paciente pode desenvolver infecções graves ou recorrentes. A leucemia pode ainda causar sangramentos principalmente nas gengivas e no nariz, manchas roxas (equimoes) devido à baixa de plaquetas.

Outros sintomas que podem se manifestar são gânglios linfáticos inchados e sem dorn a região do pescoço e axilas; febre e sudorese noturna; perda de peso; dor abdominal devido ao aumento do baço e fígado.  Caso a doença acomete o Sistema Nervoso Central, dores de cabeça, náuses, vômitos, visão dupla e até mesmo desorientação pode aparecer.

O principal exame de sangue para confirmação da doença é o hemograma, caso aponte alteração na contagem das células sanguíneas, outros exames laboratoriais serão realizados, como exames de bioquímica e de coagulação. Para um diagnóstico preciso, é realizado o mielograma, exame da medula óssea, onde uma pequena quantidade de material esponjoso é retirado de dentro do osso para análise citológica (avaliação da forma das células), citogenética (avaliação dos cromossomos), molecular (avaliação das mutações genéticas) e imunofenotípica (avaliação do fenótipo das células). Algumas vezes é necessário realizar a biopsia da célula, e uma amostra do material é levado para uma análise por um patologista.

O método de tratamento depende do tipo e extensão da doença, quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea ou a associação de diferentes tratamentos são os artifícios mais utilizados. As chances de cura da doença variam de acordo com o tipo de leucemia, a sua gravidade, a quantidade e o tipo de células afetadas, a idade e o sistema imune do paciente, sendo que a leucemia aguda, que se desenvolve rapidamente, apresenta maiores chances de cura do que a leucemia crônica, que por se desenvolver mais lentamente, é identificada mais tarde e, por isso, tem menores chances de cura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *