A campanha do mês de Março é a campanha Azul – marinho, ela foi criada afim de conscientizar todos sobre o câncer de intestino, por isso, achamos de suma importância trazer um pouco de informações sobre essa doença.
O intestino compreende duas grandes regiões. Uma parte mais fina chamada intestino delgado, que está relacionada com a digestão e a absorção dos alimentos, e uma mais grossa, o intestino grosso, responsável pela absorção da água, armazenamento e eliminação dos resíduos da digestão. O câncer no intestino delgado é muito raro, em contrapartida a doença acomete a porção mais grossa com mais frequência, e merece atenção, pois sua fase inicial é assintomática e começa com uma lesão benigna e vai evoluindo lentamente até transforma-se em um tumor maligno.

Os sintomas só aparecem quando o tumor já está relativamente grande e a sua manifestação vai depender da porção acometida. De forma generalizada, quando o tumor se apresenta do lado esquerdo há alteração do ritmo intestinal com predominância de constipação intestinal; já do lado direito do intestino o paciente apresenta anemia e alteração da frequência da defecação. No reto o principal sintoma é o sangramento.

Mesmo que em sua maioria das vezes esses sintomas não sejam causados por um tumor, eles estão presentes em outras doenças intestinais, logo seu surgimento deve ser investigado para um diagnóstico precoce e tratamento correto.

A detecção precoce da doença é a melhor estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e assim possibilitar uma maior chance de cura. Primeiramente deve ser feito um exame de toque retal; deve ser investigado sangramento oculto em fezes e realizado exames de endoscopia (colonoscopia ou retossigmoidoscopia) para avaliar a parte terminal do intestino grosso e realizar biopsia quando existir lesões.

O câncer de intestino é frequentemente curável, a cirurgia é o tratamento inicial com a retirada de parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos. Outras etapas incluem radioterapia, associada ou não a quimioterapia (uso de medicamentos).

Os principais fatores de risco, são quase os mesmos que para outros tipos da doença, e compreende história familiar ou pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama; tabagismo e consumo de álcool. Idade igual ou a cima de 50 anos; excesso de peso e alimentação não saudável e o abuso de alimentos processados e carne vermelha.

Doenças inflamatórias próprias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn aumentam consideravelmente o risco de câncer, assim como também doenças hereditárias que acometem o sistema digestivo. Os profissionais de radiologia merecem uma atenção maior, pois a exposição ocupacional a radiação ionizante que são submetidos podem aumentar o risco para o câncer de cólon.

Dessa forma é imprescindível manter um peso corporal adequado, realizar atividade física no dia a dia e possuir uma alimentação balanceada e rica em alimentos in natura, evitando os industrializados, não fazer uso de tabaco é uma medida de prevenção importante.

 

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